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Acadêmicos de Direito visitam a APAC, em Barracão

Publicado dia 07/12/2017 às 06:02

Se tem uma das premissas que o curso de Direito da Fadep (Faculdade de Pato Branco) carrega é a de oportunizar aos acadêmicos o contato com a realidade cultural e assim  contribuir para novas vivências e experiências. No último dia 09 de novembro, o curso promoveu mais uma atividade de ensino e extensão.

Os acadêmicos participaram do Projeto Visita Orientada na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), na cidade de Barracão, sob a coordenação da professora Anelícia Bombana Consoli e acompanhados pela professora Cassiane Gemi, dentro da disciplina de Estágio Supervisionado II e IV.

Na Associação, docentes e acadêmicos foram recebidos pela presidente, Isaura Pertile. Na Associação, os acadêmicos e docentes puderam visualizaram como funciona o sistema da APAC. A Associação atua como uma entidade auxiliar dos Poderes Judiciário e Executivo e está amparada pela Constituição Federal.

“Cabe destacar a oportunidade ofertada aos acadêmicos de visualizar uma metodologia aplicada e que é apontada com um alto índice de recuperação, onde a rotina diária proporcinoa aos recuperandos atividades durante todo o dia com palestras e cursos profissionalizantes, evitando assim a ociosidade e valorizando o ser humano”, destaca a professora Anelícia. 

APAC

A APAC aplica um método de Execução Penal que confia na recuperação do preso através dos doze elementos para sua reintegração social: participação da sociedade, auxiliando o recuperando, trabalho, religião, assistência jurídica, assistência à saúde, valorização humana, família, trabalho voluntário, Centro de Reintegração Social, mérito, e jornada de libertação com Cristo.

A Associação é uma unidade penal diferenciada, que funciona sem a Polícia Civil, Militar ou agentes penitenciáros, com a metodologia dos 12 elementos. Fundamentalmente, os serviços técnicos de assistência não são remunerados, e sim prestados por voluntários de vários segmentos da sociedade como a Pastoral Carcerária, representações religiosas, profissionais da área médica, odontológica, jurídica e de assistência social.

O método existe desde 1972 e os trabalhos iniciaram em São José dos Campos, São Paulo, por iniciativa do advogado Mário Ottononi. O Estado de Minas Gerais começou os trabalhos em 1980, na cidade de Itaúna, e em 1991 apssou a administrar o regime aberto e fiscalizar as penas substitutivas.

A partir de 1997, os regimes fechados e semiabertos adotaram o método APAC. Outras prisões no Brasil e no exterior também adotaram o método APAC, tornando-se modelo e atraindo visitantes de todo o mundo. Atualmente, 17 estados brasileiros e 23 países adotam a metodologia APAC. 


Assessoria de Comunicação

Matéria: Rodrigo Bortot (DRT - PR 9040)

Foto: Arquivo - Direito