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Acadêmicos de Publicidade e Propaganda criam aplicativos sociais no trabalho de conclusão de curso

Publicado dia 11/07/2018 às 03:51

Na semana passada, o curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade de Pato Branco (FADEP), realizou a última rodada de apresentações dos trabalhos de conclusão de curso, da disciplina de Projeto Experimental II, ministrada ao sétimo período. Neste último semestre da graduação, a turma desenvolveu protótipos de apps sociais – cada grupo precisou elaborar o layout dos aplicativos, conceituar a modelagem, bem como embasar a criação das marcas, por meio de uma campanha de lançamento das novas soluções, processo que envolveu nuances interdisciplinares, inclusive aspectos da Economia Criativa.

A proposta, conduzida pelos professores Gelson Barbosa e Jozieli Cardenal, oportunizou a sequência dos trabalhos desenvolvidos no segundo semestre de 2017, na disciplina de Projeto Experimental I, quando a turma produziu vídeos e artigos científicos com temas de cunho social.

“Os alunos aprimoraram a pesquisa desenvolvida no ano passado, identificando novas perspectivas para demandas sociais e, principalmente, associando a Publicidade e a Propaganda à criação de soluções que, se colocadas em prática, certamente farão a diferença em diversos contextos sociais”, destaca a professora Jozieli.

Os alunos definiram toda a modelagem dos aplicativos: o conceito, a finalidade, o layout das interfaces, as funcionalidades, etc. A ideia, a partir de agora, é oportunizar que as ideias saiam do papel.

“Vamos levar os projetos ao curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, bem como ao Empreende Fadep, justamente por termos soluções criativas com forte potencial de inserção no mercado, o que confirma o caráter empreendedor e interdisciplinar inerente ao curso de PP”, ressalta o professor Gelson.

Ideias para transformar  

As acadêmicas Hélen Oriques e Mariane Mafessoni criaram o app “Guaipeca”, que propõe facilitar o contato com ONGs que promovem acolhimento e cuidado animal, visando a adoção de cães e gatos. “Colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos durante o curso, através de uma solução para uma causa social em que acreditamos, foi a melhor forma de terminar a graduação. Além de termos conseguido mostrar tudo aquilo de que somos capazes, o sentimento de estar fazendo algo relevante socialmente é excepcional e gratificante, faz com que olhemos para esses três anos e meio com um olhar diferente do que tínhamos antes do TCC. Agora, vemos que a importância do que fazemos é muito maior do que imaginávamos”, disse Hélen.

No caso das acadêmicas Dayanne do Nascimento, Edriane Maciel, Gisele Tresoldi e Kelly Guarez, o app “Marias” busca oportunizar um ambiente para troca de experiências entre mulheres vítimas de violência doméstica, fornecendo orientações para que as vítimas possam ter novas perspectivas e, inclusive, denunciar os abusos.

“Acredito que o aprendizado através do curso de PP foi fundamental para conseguirmos desenvolver todo o trabalho, não apenas em relação ao layout, mas toda a percepção de identificar o problema social diante de mulheres que estão em situação de violência e conseguir desenvolver essa ferramenta pensando na solução desse problema. Neste sentido, vemos que a publicidade é muito mais do que uma área que atua com a venda de produtos, é uma área que pode proporcionar soluções para demandas sociais”, destacou Dayanne.

Já as alunas Caroline Tozi Sosnowski, Naimã Karuza Vigineski e Thais Cristina Daneluz, desenvolveram o “Pulsar”, um aplicativo social voltado à doação regular de sangue e que pode ser integrado ao trabalho de hemonúcleos. “Conseguimos colocar em prática boa parte do aprendizado obtido durante a faculdade, seja em sala de aula ou em trabalhos práticos. Usamos nosso conhecimento para desenvolver algo de cunho social, o que foi ainda mais gratificante. Desde o Projeto Experimental I, quando fomos a campo e sentimos a realidade do hemonúcleo, não só de Pato Branco, mas de toda região, quando decidimos que a doação de sangue seria nosso tema, foi por entendermos que a publicidade pode e deve contribuir para a sociedade e na vida dos cidadãos. Devemos, sim, buscar o retorno financeiro, mas priorizar também a empatia diante de problemas da comunidade geral”, avaliou Thais.

Projetos

Ao todo, foram dez projetos desenvolvidos: 1) Guaipeca - aplicativo social para adoção de animais; 2) Listen.Me - aplicativo para atendimento e pedido de socorro para surdos através do Samu; 3) Aplicativo Marias: app voltado ao combate à violência contra a mulher; 4) Dindo: adesão e divulgação do Programa Apadrinhamento Afetivo; 5) Somos Um - aplicativo social voltado à integração de receptores de órgãos; 6) Amparo: abordagem sobre a Adoção Tardia; 7) Mundo Azul: reconhecimento do autismo por meio da intercomunicação entre pais e especialistas; 8) Pulsar: aplicativo social voltado à doação regular de sangue; 9) Sniff - o uso da tecnologia de geolocalização no cuidado de animais domésticos; 10) Bienvenue - aplicativo social de geolocalização para imigrantes haitianos.

Matéria: Jozieli Cardenal

Fotos: Jonatas Caldato