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Semana acadêmica de Enfermagem encerra mostrando a amplitude da atuação dos profissionais da área

Publicado dia 12/05/2018 às 10:20

Com o tema “As Dimensões do Cuidar na Enfermagem”, a semana acadêmica do curso encerrou-se na última quarta-feira (9), trazendo para os participantes uma ampliação sobre as possibilidades de atuação dos profissionais da área, cujo campo de trabalho vai, conforme frisou a Coordenadora do curso, Professora Gisele Iopp Massafera, muito além dos hospitais e unidades de saúde. Com esse propósito, foram realizadas palestras e oficinas com temas que, habitualmente, não fazem parte do dia a dia dos profissionais de enfermagem.

A noite de abertura trouxe o tema “Morte, luto e cuidados paliativos”, cuja apresentação esteve a cargo da Psicóloga Russélia Godoy e da Enfermeira especialista Luciane Andrade. Enquanto Luciane abordou as práticas e protocolos voltadas para tratamentos a pacientes terminais realizados dentro do ambiente hospitalar, Russélia tratou do difícil tema da aceitação e da convivência com a partida do ente querido, desmistificando as fases e a forma de como se encarar o luto como uma etapa normal da vida, e pela qual todos iremos passar em algum momento. Para a enfermeira Luciane, “não há como separar o luto e os cuidados paliativos, voltados exatamente para os pacientes em final vida, fase na qual a atuação do profissional de enfermagem será fundamental para trazer o maior conforto possível ao paciente, e, nesse sentido, é importante com que possamos trazer esta experiência para os acadêmicos”.

Na segunda noite, os presentes foram brindados com dois temas de grande interesse. O primeiro, apresentado pela Enfermeira Maria Tereza Techy com a temática “O cuidado na saúde da população carcerária”, abordou um campo de atuação do profissional de enfermagem que, muitas vezes, passa despercebido pela população em geral, qual seja, os cuidados, protocolos, procedimentos e demais questões relacionadas ao trabalho do enfermeiro junto àqueles que estão privados de sua liberdade. Nesse aspecto, para enriquecer ainda mais a apresentação, a experiência profissional da palestrante, enfermeira do presídio de Francisco Beltrão, contou muito. Para Maria Tereza, “ter a oportunidade de falar sobre um trabalho que, muitas vezes, é visto com um certo preconceito pela sociedade, na medida em que estamos tratando com pessoas que, no senso comum, se estão presas é por que cometeram algum tipo de delito, é muito gratificante”. Entre outros tópicos abordados por ela, destaque para números e estatísticas do sistema carcerário brasileiro, cuja apresentação contou com a participação de Francisco Correa, carcereiro do presídio de Francisco Beltrão e acadêmico de Assistência Social. Para a palestrante que abriu a segunda noite da semana acadêmica, “é muito importante que a população saiba que os detentos são usuários do Município, possuindo os mesmo direitos do que um cidadão que está no pleno exercício de seu direito de ir e vir. Diante disso, podem ser atendidos nas Unidades Básicas de Saúde, nas UPAs e nos hospitais, retornado para o estabelecimento prisional após suas consultas ou internamentos”. Ainda na segunda noite, os presentes assistiram à palestra “O cuidado na saúde da população Indígena”, proferida pela Enfermeira Luciana Raquel Ribeiro, que falou da sua experiência no atendimento das populações indígenas existentes na região de Chapecó/SC.

A noite de encerramento da semana acadêmica de Enfermagem foi reservada às oficinas, cujas temáticas, conforme a Professora Gisele Massafera, foram definidas a partir de demandas colhidas junto aos acadêmicos. A oficina “As dimensões do cuidado no parto humanizado” esteve a cargo da Fisioterapeuta e Doula Denize Rodrigues Penteado, da Enfermeira Juliane Sandrin e da Advogada Juliane Sandrin. Na pauta, bastante atual em razão da recente aprovação na Câmara dos Deputados de um projeto de Lei que possibilita com que Doulas acompanhem partos e hospitais públicos e privados, questões referentes ao parto humanizado e ao parto domiciliar, em uma abordagem que partiu da exposição de questões técnicas sobre o conceito, chegando a questões jurídicas relacionadas à violência obstétrica.

Também comprometido com a ampliação da visão do campo de atuação do profissional de Enfermagem, a oficina “Atualização em curativos especiais”, ministrada pelo Enfermeiro Especialista Lucas Miserski, egresso da Fadep, foram trabalhadas, na prática, técnicas que permitem, inclusive, com que o profissional possa abrir seu consultório a fim de oferecer um serviço altamente especializado no que diz respeito a curativos que demandam mais cuidados para o paciente.

A terceira oficina da noite, ministrada pelo Enfermeiro e professor do curso de Enfermagem da Fadep, Jucimar Milan, tratou, também sob uma abordagem eminentemente prática, da interpretação de eletrocardiogramas. Com grande presença de público, Jucimar tratou de dirimir dúvidas e preparar os futuros profissionais para este que é um dos procedimentos mais habituais do segmento. As temáticas escolhidas foram muito bem recebidas pelos acadêmicos e demais participantes do evento, conforme relata a acadêmica do 3º período Isadora Farias, para quem “a semana acadêmica foi excelente, tanto em relação às palestras quanto em relação às oficinas, permitindo com que nós, acadêmicos, pudéssemos ampliar nossa visão em relação às possibilidades de atuação do profissional de enfermagem”.

Na avaliação da Coordenadora do curso de Enfermagem, “os objetivos aos quais nos propusemos ao definir a temática principal e os temas de cada palestra e oficina que ocorreram nos três dias de nossa semana acadêmica foram plenamente atendidos, uma vez que ampliamos a visão de nossos acadêmicos a respeito da dimensão das possibilidades de especialização e atuação profissional enquanto enfermeiros”.