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Núcleo de Apoio Pedagógico busca a formação continuada dos professores da Fadep

Publicado dia 12/06/2018 às 08:37

Criado com o propósito de promover a educação continuada dos docentes da Fadep, o Núcleo de Apoio Pedagógico – NAP, oferece apoio didático e pedagógico, trazendo para os docentes da instituição a reflexão permanente acerca das estratégias com as quais são preparadas e ministradas as aulas para os acadêmicos dos diferentes cursos e áreas. O aperfeiçoamento contínuo das estratégias de ensinagem é, porém, apenas um dos muitos desafios a serem superados. Segundo a pedagoga Tânia Pinto, coordenadora do NAP, “mesmo que a preocupação principal seja o suporte didático-pedagógico ao docente, há um desafio com o qual convivemos permanentemente, qual seja, o de preparar profissionais que, na condição de bacharéis, não foram preparados para exercerem a atividade de professor”. Nesse aspecto, o primeiro ponto a ser trabalhado, ressalta a coordenadora, é fazer com que o profissional perceba a importância do conhecimento didático-pedagógico, que se somará à vivência e ao conhecimento técnico, adquiridos a partir do exercício diário de uma determinada profissão.

Essa necessidade de trabalhar com profissionais que, a princípio, não tiveram uma formação específica para a sala de aula, faz com que o NAP, conforme destaca a professora Tânia Bertelli, integrante da equipe, “seja um espaço de compartilhamento de experiências, permitindo com que profissionais que possuem um nível avançado de conhecimento em suas respectivas profissões, possam, a partir de metodologias e estratégias adequadas, levar este conhecimento, devidamente transformados em aulas, para os acadêmicos da Fadep”. Para que isso seja possível, a equipe do NAP articula momentos de socialização de experiências e estratégias didático-pedagógicas, possibilitando que, quando um professor possui um conhecimento diferenciado em algum aspecto, isso possa ser trabalhado e disseminado para os demais integrantes do corpo docente da instituição. “Com isso, conseguimos articular um corpo docente altamente qualificado, capaz de promover, cada vez mais, a qualidade de ensino que almejamos”, destaca a professora.

De maneira geral, como bem ressalta Tânia Pinto, “a cada dia o NAP enfrenta algum tipo de situação nova, sejam elas metodológicas, avaliativas ou relacionadas ao próprio perfil do estudante”. Para ela, o “ser docente” envolve uma série de conhecimentos, que, somados, farão um professor mais ou menos qualificado para os desafios da sala de aula. “Como o processo de produção do conhecimento é algo dinâmico, quando um professor tem uma experiência positiva em aula, tratamos de fazer com que esta experiência seja socializada, de maneira a permitir com que os demais colegas também possam utilizar a mesma estratégica com seus alunos”. Essa dinâmica, lembra Tânia Bertelli, é ainda mais acentuada em razão da tecnologia e das ferramentas tecnológicas disponíveis atualmente para uso em sala de aula. Por outro lado, há a percepção nítida pela equipe do NAP de que o que a tecnologia trouxe de novo para os processos de ensinagem são apenas ferramentas, que, de certa forma, potencializam as estratégias já testadas e confirmadas no que tange à produção de conhecimento. “O ensino é muito fundamentado no tradicional, de forma que quebrar algumas barreiras, como o uso cada vez mais intenso da internet e de outras ferramentas tecnológicas em aula, é algo que torna-se um pouco mais difícil”, lembra a coordenadora do NAP.

Nesse sentido, é preciso com que o professor, enquanto agente de transformação, compreenda que as novidades trazidas pela tecnologia são apenas ferramentas facilitadores, que, para serem utilizadas em sua plenitude, necessitam de estratégias e práticas didático-pedagógicas já utilizadas e consagradas em abordagens presenciais. Isso, no entanto, conforme destaca Tânia Bertelli, não assegura a eficácia do processo de ensinagem. “Outro dos grandes desafios com o qual nos deparamos diariamente, inclusive no próprio curso de Pedagogia, é a necessidade de que os professores estejam atentos para a mudança do perfil do aluno, no sentido de que suas experiências, e, principalmente, sua forma de interagir com o mundo, está em um processo constante de mudança”, lembra.

Embora todas as inovações que a cada dia nos surpreendem, as integrantes do NAP são enfáticas em reconhecer a importância do professor no processo de produção de conhecimento. Para Tânia Pinto, “Jamais o professor perderá sua importância e função para uma ferramenta tecnológica, mesmo por que, por mais proativo que seja o acadêmico, o professor sempre será o mediador do processo que aperfeiçoamento e aprendizado de seus alunos”. Se antes era ele o detentor da verdade e do conhecimento, ele agora é mais um nesta coletividade, “só que com mais experiência”, conclui a coordenadora.