São nove meses de espera, às vezes menos do que isso, e a mãe pode ver o rostinho do seu bebê. Apesar dos apurados exames de pré-natal, parece um alívio ter a criança nos braços e observar sua saúde. Tão logo nasce o bebê, diversos exames obrigatórios são realizados para garantir o diagnóstico precoce e, assim, a saúde deste pequeno ser.
Um desses exames é o Teste do Pezinho. “O Teste do Pezinho é um Programa Nacional de Triagem Neonatal, implantado pela Portaria nº 822/2001 do Ministério da Saúde, garante o direito ao exame a todos os recém-nascidos, e tratamento àqueles com diagnóstico positivo para alguma das doenças triadas”, como explica a coordenadora do curso de Enfermagem da FADEP, professora Vanusa Pietrovski.
Por que no pezinho?
De acordo com a coordenadora, foi padronizado o pé para a coleta do material a ser analisado por ser um local com menor chance de infecção e/ou hematomas, mas o teste pode ser realizado a partir de outras partes do corpo.
A orientação é que o Teste do Pezinho seja realizado 48 horas após o nascimento e/ou no momento de alta, independente do tempo de vida. “Se o bebê recebeu alta antes das 48 horas a mãe é orientada a refazer o teste”, ressalvou a coordenadora.
O objetivo do teste é detectar precocemente doenças que podem provocar lesões irreversíveis na criança, como o retardo mental. O exame realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) paranaense pode diagnosticar cinco doenças: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Anemia Falciforme e outras Hemoglobinopatias, Fibrose Cística e Deficiência de Biotinidase, elenca a coordenadora.
E se o resultado do exame apresentar alteração?
Os materiais coletados pelo SUS são encaminhados para a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (FEPE). No caso do resultado apontar alterações no organismo da criança a mãe ou a instituição que realizou a coleta são avisados para que o teste seja refeito. Se o resultado confirma a alteração o tratamento inicia rapidamente, antes mesmo da criança apresentar os sintomas da doença. “O trabalho realizado por todos, desde a coleta até o resultado do exame, é fundamental para que tenhamos cada vez mais crianças tratadas precocemente”, concluiu a coordenadora Vanusa.
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Texto: Karise Brustolin Piasecki (Jornalista)
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